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18 Setembro 2004
A brisa fresca chegou e eu já vou. 
Oi!!!!!!!!
Na real, não vou comentar nada sobre os recados de vocês, pois não consigo abrir para ler. Quando eu conseguir, vou ler os recados e comentar, mas tenho certeza que vocês devem estar conversando sobre vários assuntos, mesmo que eu não esteja por aqui.

A semana em Nova York foi bem agitada. Vários desfiles rolando. Fui prestigiar o Miele, além de fazer um desfile na qual me vestiram de hippie e assisti a um outro desfile bem legal de uma marca chamada Budhist Punk. Logo depois deste desfile, no mesmo lugar, rolou show do The Cult, para umas 300 pessoas. Foi o bicho.
Além desse show, vi uma banda chamada Scisor Sisters, com uma batida meio 60 e performance do vocalista a la Mick Jagger.
Anteontem dei mais sorte ainda e fui na abertura do bar do Lenny Kravits. Logo na entrada do pequeno bar, ouvi uma musica dele e quando cheguei mais perto, me dei conta que o próprio estava cantando e tocando seus hits para os amigos. Além disso, delirei quando o vocalista do Aerosmith entrou no meio e os dois cantaram "Dream on".
Inesquecível!
Além destas surpresinhas, fui na exposição do fotografo Terry Richardson. Tudo normal se o tema da exposição não fosse sexo. E sexo de todos os jeitos em closes coloridos e surpreendentes. Ele apimentou mais ainda a história, com surubas, travestis e etc...(talvez não seja bom comentar detalhes, pois temos criancas por aqui). O personagem central das fotos, claro, era o Terry e seu "membro", que, com certeza, ele deve idolatrar.
Foi bem divertido pois além de ver as fotos, tinha a surpresa da reação dos presentes.
Foi a exposção mais lotada que eu ja vi. Todo mundo saia suando. Agora imagina se um fotografo brasileiro resolvesse fazer isso, a quizumba que não ia dar...

Tenho visto muitos brasileiros por aqui. Inclusive fui num festival de cinema brasileiro que acaba hoje para assistir um filme do Guel Arraes. Pois além de pagar 10 dolares pelo ingresso, quando o filme comecou a passar, os americanos presentes comecaram a gritar indigandos, pois esqueceram de colocar a legenda. Claro que a maioria dos brasileiros sentados, comecaram a rir, com um misto de vergonha e compreensão.

Detalhe: minha câmera estragou e não consegui fotografar nenhum momento da viagem. Lamentavel!

No mais, já estou fazendo as malas para voltar para o Brasil.
Já estao me chamando de volta ao batente. Acabou a folga.
Já sinto saudades daqui e dai!

Beijos, se cuidem.


13 Setembro 2004
Rapidinha 
Sigo minha viagem. Novidades sobre festas desfiles e exposições.
Porém agora sem computador. Tenho que escrever em casa e depois vir no cyber cafe para escrever no Blog.

Ok,20 milhões de dólares pela cabeca do Puttin? Tá dominado. Tá tudo dominado!
Acho melhor a gente seguir falando de amor.
Alias, já achei minhas respostas preferidas. Entre poesias e opiniões, tem muita resposta boa.
Gostei disso.
Enfim, não acho os acentos, o tempo da internet ta acabando e eu tenho que ir.
Vamos falando.

Beijos do calor de Manhattan.


09 Setembro 2004
O eterno deslocamento. 
Título sem propósito, antes que alguém pergunte. Li no blog gostei e coloquei.
Por aqui, tudo muito bem. Ontem fui a uma festa da gravação de um programa de Rock e Moda. Não sei bem o que era aquilo, mas foi curioso.
Assisti bem de pertinho umas canjas da Beyoncee, Mary Jay Blide, Rod Stewart, Black Eyed Peas, etc. Tinha bastante gente conhecida da música e da moda, mas a gravação demorou muito e tínhamos que ficar sentadinhos por umas três horas. E o pior é que a festa depois parecia festa de casamento com uns bebuns dançando músicas horríveis no meio do salão. Sim era uma salão.
O mais legal da semana foi assistir ao "Festival Express". Documentário que foi feito no início dos anos 70, dentro do trem que levou Janis Joplin e uma turma de bons músicos pelo Canadá. O material havia sido estraviado e foi encontrado uns vinte anos depois, montado e somente agora mostrado ao público.
São sequências da viagem dessa turma, dentro dos vagões, tocando, cantando e bebendo muito. Nas paradas eles costumavam fazer alguns shows, e as vezes haviam manifestações para que os shows fossem gratuitos. Todos queriam assistir essa geração de músicos percorrendo de trem um percurso de 73 horas.
Não vou contar detalhes, mas claro que não posso deixar de comentar, que a perfomance da Janis é algo deslumbrante e inesquecível. A força daquela mulher era contagiante. Depois que ela cantou, o público do cinema começou a bater palmas, como se o show tivesse acontecido ali mesmo.
Era nítido que aqueles músicos e amigos estavam vivendo um momento único em suas vidas e que depois daquela viagem, nada mais seria igual. Infelizmente logo depois do Festival Express, Janis Joplin faleceu.
Vale a pena assistir. Principalmente para aqueles que viveram nessa época.

Quanto ao ocorrido na Rússia, não comentei nada e nem gostaria de comentar pois fiquei bastante emotiva desde que começaram a divulgar informaçãoes e detalhes do ocorrido.
Li bastante no Ny Times, mas acho difícil julgar esses terrroristas. Como eu gosto de dizer, nada acontece da noite para o dia, e mesmo que nada justifique seus atos, nem sequer imagino toda a dor e o sofrimento que esse povo passou ao longo de décadas, para se vingar com tanta fúria.
O fato é que terrorismo virou moda. As pessoas não têm mais piedade de nada e de ninguém.
Fico observando que Nova York serve de palco para manifestações de muitos povos e causas, e o cidadão daqui deve ser muito forte para não se deixar contaminar com essa energia.

Para alguém que perguntou do Brazilian Day, não vi e nem cheguei perto. Claro que estou com saudades do Brasil, mas não a ponto de ver gringo comemorando o dia do meu país.
O Brasil é moda aqui e em qualquer lugar. Quando eu estava na Europa fiquei impressionada com as vitrines brasileiras espalhadas em lojas de Barcelona, Madrid, Paris e até Londres. Acredito mesmo que o Empire State estivesse decorado com cores brasileiras, como ouvi dizer que estará também a Torre Eifell em Paris em 2005.
Sinto que as pessoas estão carentes e sensíveis e que o Brasil emana felicidade, liberdade e cordialidade. Então isso faz com que todo mundo queria uma casquinha dessa energia brasileira, que realmente é muito forte.

Andei lendo uma matéria que saiu aqui ,no NYT,sobre o Lula e sobre a idéia de controlar as mídias no Brasil. Os jornais agora estão começando a criticar o governo Lula, que desde o início de seu mandato era considerado um grande líder. Só que quem escreveu a matéria foi aquele cara que teve seu visto cassado após dizer que o Lula gostava de uma cachaçinha. Vai entender... é realmente difícel ser imparcial na profissão de jornalista.
Quanto ao horário eleitoral, não vi nada ainda, mas acredito que esteja uma piada, como comentaram por aqui.
Antes de viajar eu andei lendo o Blog do querido Marcelo Tás, e vi que ele estava zoando esta situação e propondo que os internautas mandassem as campanhas de candidatos de seus Estados. Acredito que ele já deva ter uma coleção memorável de candidatos "non sense".

O Medina falou que eu me inspiro em Nova York.
Não só em Ny, amigo, mas em qualquer lugar diferente da minha rotina. Porém mais do que inspiração o tempo ajuda a cabeça a funcionar melhor. Com certeza escrevo mais se tenho mais tempo e menos pressão. Mas eu diria que os participantes desse blog, também andam muito inspirados. Ainda bem que são pessoas inteligentes e bem humoradas. Fico feliz, pois desde o início este era o objetivo deste blog. Que a gente possa dividir sentimentos, idéias e que de alguma forma a gente se ajude.
Afinal tudo anda tão maluco, que as vezes dá uma sensação de solidão total. E de repente vemos que não estamos sós.
Estamos aqui.

E para terminar, vou tentar responder a pergunta do Doc, e aproveito para passar a bola para voces também. A pergunta era: "queremos achar alguém especial ou queremos ser achados?"
Acho que no fundo, amor é tudo o que queremos, então eu dira que queremos amar e ser amados. Por isso temos que valorizar aqueles que nos amam, e nunca perder a oportunidade de expressar nossos sentimentos, pois as vezes, pode ser tarde demais.

Beijos para voces, se cuidem...


05 Setembro 2004
Pois bem... 
Pois é, pois é... A destruição do patrimônio ecologico brasileiro como um todo é visível e patética. Por isso, Fernando, acho que o jeito é tentarmos minimizar o problema com pequenas ações. Cada um fazendo a sua parte. Quanto ao "condicionador de ar do mundo"(bom nome esse)vamos aguardar, e torcer para que os índios nunca desaparecam de lá. Quando fui a Amazônia, visitei tribos já corrompidas pelo dinheiro do branco, e ouvi falar de algumas tribos afastadas que impedem os homens de se aproximar, usando facas e armas feitas por eles para a proteção.

Bom, tentei assistir o filme da Janes Joplin, mas parou de passar nos cines da cidade, entao resolvi assistir "Maria full of Grace", do diretor Joshua Martson, que é nascido e criado na California, mas optou escrever uma história que se passa na Colombia rural.
O filme conta a viagem de uma jovem de 17 anos à Nova York, quando abandona sua pacata vida numa plantação de rosas em busca de um trabalho lucrativo.
Ela acaba fazendo o transporte de cocaína, da Colombia para NY e engole saquinhos da droga para passar desapercebida na alfandega.
Em troca de uma vida digna, acaba se metendo numa roubada.
Não vou contar mais, para não perder a graca.
Gostei do filme. Uma bomba para o final do dia.
Agora é meia noite, e para variar, vou dar uma volta de bike.
Essa foi para os visitantes de sábado, Fernando, Ana, Nininha, Doc, André e cia... certo que alguns ficaram de fora, mas considerem-se "lidos").

beijos
fe

02 Setembro 2004
Voando pelo mundo. 
Parece que a história da Amazônia rendeu nesta semana. Foi algum frequentador do blog que puxou o assunto, mas resolvi levar adiante pois já ouvi falar que alguns livros americanos realmente ja consideram a nossa floresta, patrimônio universal. Fora as lendas que sempre escuto de que várias plantas brasileiras já foram patenteadas por americanos e asiaticos.
Somado a isto, existe uma grande falha na tentativa de coibir a retirada ilegal de madeira. Os caras que fazem esses cortes ultrapassam com facilidade as barreiras feitas pelos poucos representantes do Ibama, que tentam fazer um trabalho de preservacao por ali. Mesmo que para isso,contem com equipe pequena e canoas sem velocidade para pegar e multar os culpados pelos danos.
Isso tudo me deixa em duvida, se alguns mais espertos não podem já estar arquitetando um plano de posse em cima da floresta, alegando que nem os proprios brasileiros consigam conter o desmatamento do "pulmão do mundo", necessário para o bem de todos.
De qualquer maneira, como já estou nos Estados Unidos, vou procurar algumas livrarias e bibliotecas daqui para tirar a limpo essa curiosidade.
Acho que `e lenda. Tomara.
No meu primeiro dia em Nova Yorque fez o maior calor. Jardins verdinhos, por do sol lindo demais. Recuperei minha bicicleta "das antigas" e fui passear.
Encontrei uma lojinha inacreditável. O nome: The Ink Pad. Vendem carimbos de todos os tipos. Todos colocados em preteleiras, na maior organização. São milhares. E tu ainda pode levar qualquer desenho escaneado, que eles copiam e fazem um carimbo personalizado.
Pra que isto, alguns podem perguntar? Frescurinha. Mas são essas coisinhas que dão a nocao da infinidade de portinhas escondidas no meio dessa cidade, com ofertas inimagináveis a servico de qualquer um.
Alem disso, já dei uma olhada no jornal e li sobre vários filmes e documentários novos para assistir. Tem também uma video-instalação no Queens, que quero ver.
Vou ficar uns dias por aqui, já que só tenho compromissos no Brasil daqui duas semanas. Vou me atualizar um pouco e observar o movimento dos gringos.
Da casa aonde estou hospedada, de onde escrevo para vocês, apenas a vista da janela sem as torres gêmeas. E na parede ao lado, a foto que o meu amigo tirou na hora em que acordou ao ouvir e ver os aviões cortando os prédios.
Lugar bem louco este. Cada um na sua onda.
Ao andar pelas ruas, centenas de modelos bem magrinhas e muito altas correm para fazer seus castings.
No meio de encontros partidarios dos presideciaveis, a semana de moda tem bastante destaque por aqui.
Vou assistir alguns desfiles e vou tentar fotografar esse mundo da moda para quem interessar.

Tô lembrada que prometi umas fotos da viagem passada que fiz para esses lados. Só não coloquei ainda, pois estou esperando que a revista Quem publique a minha matéria antes, para eu não repetir as mesmas fotos.

Bom, para esclarecer. Depois que já me deixaram careca e raquítica, volto a dizer que isso é especulação da midia.
O projeto de um filme existe, mas ainda estamos na fase mais complicada, que é a captação.
Nada é da noite para o dia.
Só os jornais, que podem inventar o que quiserem da noite para o dia.
Fazer o que? Impedir? Com que critérios? Acredito nao ser possivel, afinal prezamos pela liberdade de expressão.
Mais uma assunto que pode render horas de papo.
Alias, sobre os guris que andam irritados porque deletamos suas perguntas sobre umas fotos minhas que aparecem de vez em quando na internet, eu explico: isso foi uma montagem que alguem fez na internet, inventando uma revista que nunca existiu. A principio são umas fotos que eu fiz com 18 anos em Milão para a revista Maxim. A sua publicacao é passível de processo. Espero que esteja claro para vocês, Ruy e Fernando.

Como comentaram no blog, tambem assisti o doc do GNT com as crianças no meio dos conflitos e guerras. Achei maravilhoso e pertinente ouvir a voz daqueles que sao os mais sinceros e sensiveis.
E também vi as filhas dos presidentes, pagando mico no MTV Music Awards.

O deco se inspirou no blog. Concordo! Amor paz e liberdade. Queremos apenas o oxigênio desse mar de poluição.

Já ia me esquecendo... ontem ouvi o novo disco do Ben Harper. Vocâs não vão acreditar como é bom. Vou comprar e darei mais detalhes para vocês.
Ontem tambem almocei com o Moby.
Ele me contou algumas coisas sobre o novo album, alem de dizer que vai tocar no Brasil, mas como anda muito ocupado, tocara num dia e ira embora no outro.
Vou pedir uma entrevista rapida com ele, para contar mais detalhes para quem curte o som dele. Tomara que role.

Bom, no mais, tá tudo bem por aqui. Mais calmo do que a mídia tem mostrado. Os focos de protestos ficam mais em "uptown" ou em algumas pracinhas.
Hoje tá um sol lindo. Quero passear de bicicleta pelo rio e depois quero assistir a um documentario que se chama Festival Express. Um tour da Janis Joplin pelo Canada.
Depois eu conto.

Desculpem-me pelos acentos a mais, ou a menos. Ainda não encontrei neste computador, mas no proximo texto, vou melhorar.

Um beijo para todos.
Paz!
Fernanda